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Amor à moda antiga – uma interpretação livre do quadro “Promenade” de Marc Chagall

07/10/2011

O fundo quase branco e a cidade, notadamente desproporcional, parecem colocar em alto-relevo o casal que protagoniza a cena. O homem (que alguns dizem ser o próprio Chagall, mas poderia ser qualquer um), de sorriso escancarado, exibe o motivo de sua felicidade. Segurando a amada como a um estandarte, parece dizer a todos que a ama muito e que faria qualquer coisa por ela. Em sua mão direita, um pássaro, talvez morto; na esquerda a companheira parece flutuar, voar. Ele abdica de suas próprias asas, sua própria liberdade, para viver esse amor, para fazer a felicidade da amada e parece dizer a todos que sente orgulho de fazer isso. O sorriso contido da mulher, além de felicidade, transmite também segurança; ela flutua, paira no ar, mas tem seu ponto fixo, sua pedra de sustentação, seu alicerce. Suas roupas parecem ser de gala, mas não se importam em beber um vinho sentados em uma calçada qualquer. O que importa é estar junto, estar com quem se ama, compartilhar momentos, viver uma vida só, mesmo que separados em dois corpos.

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